Trump afrouxa tarifas sobre agro brasileiro: o que mudou
Em 20 de novembro de 2025, Trump modificou o escopo das tarifas e retirou alguns produtos agrícolas brasileiros. O alívio foi parcial — e mostrou que diversificar continua sendo a única estratégia segura.
20 de novembro: a flexibilização
No dia 20 de novembro de 2025, Trump assinou um decreto executivo modificando o escopo das tarifas sobre o Brasil. Certos produtos agrícolas foram retirados da tarifa adicional. Foi o primeiro sinal de afrouxamento desde o tarifaço começar em abril.
Pra quem acompanha de perto, não foi surpresa. Em 6 de outubro, Trump e Lula tinham conversado e concordado em negociar. Novembro foi o primeiro resultado concreto dessa abertura.
O que mudou de verdade
A flexibilização não acabou com a tarifa. Mas tirou alguns produtos agrícolas da lista. Isso significou que parte do agronegócio brasileiro voltou a ter acesso competitivo ao mercado americano.
Mas — e isso é importante — a maioria dos produtos manufaturados continuou sujeita à tarifa. O alívio foi parcial.
A lição de novembro
1. Flexibilização não é solução
O fato de Trump ter afrouxado não significa que a tarifa acabou. Pode apertar de novo. Quem voltou a depender só dos EUA depois de novembro ficou exposto.
2. Agronegócio tem peso político
A flexibilização veio primeiro no agro porque o agro tem força política nos EUA também — importadores americanos pressionam quando o preço sobe. Produtos manufaturados não têm o mesmo peso.
3. Quem diversificou, ganhou duas vezes
As empresas que tinham aberto outros mercados continuaram vendendo lá — e voltaram a vender pros EUA onde foi flexibilizado. Quem não diversificou, continuou parado.
O que fazer quando a tarifa afrouxa
- Não abandone os novos mercados que você abriu
- Use o alívio pra recuperar vendas onde foi flexibilizado
- Mantenha a diversificação como estratégia permanente
Flexibilização é oportunidade, não desculpa pra voltar atrás. Conversa com a gente pra estruturar sua operação em múltiplos mercados.
— Equipe RSF
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